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15 de janeiro de 2012

O Deus da Carnificina

Adaptado da peça teatral “Le Dieu du Carnage”, da autoria de Yasmina Reza, “Carnage” é uma obra obra deveras invulgar e muito bem concretizada.A sua génese teatral não é desrespeitada em momento algum, muito pelo contrário. Polanski terá intencionado manter-se o mais fiel possível ao material de origem, apresentando-nos uma película que tem tanto de cinema como de teatro. De facto, Polanski une aquilo que estas duas artes têm de melhor para criar uma obra tão singular quanto admirável. Apegando-se à tradição teatral, a narrativa decorre praticamente num único espaço físico (o apartamento modesto de um casal de classe média, quiçá uma tentativa de universalizar os acontecimentos aqui retratados, piscando o olho à ideia de que estes poderão não ser tão absurdos e inusitados quanto possam parecer), suficientemente amplo e rico em detalhes para permitir que as personagens desabrochem de forma natural ante o olhar atento do espectador. Adorei a forma como a câmara de Polanski capta os trejeitos das personagens e o desenrolar das operações de tal forma que saímos da sala com a sensação de que fizemos mesmo parte daquela imensa discussão. Um filme fabuloso realizado com a mestria de Roman Polanski e quatro atores fabulosos Jodie Foster, Kate Winslet, Christoph Waltz, John C.Reilly.


Quando os filhos de dois casais desconhecidos chegam a vias de facto no jardim da escola que frequentam, Nancy Cowan (Kate Winslet) e Alan Cowan (Christoph Waltz) juntam-se a Penelope Longstreet (Jodie Foster) e Michael Longstreet (John C. Reilly) para uma discussão amigável entre progenitores. Agredido com um pau pelo filho dos Cowan, o rebento dos Longstreet sofre deformidades que se julgam temporárias mas que atingem um certo grau de gravidade, pelo que ambos os casais decidem que têm de ter uma conversa. Apesar de furiosos, Penelope e Michael desejam resolver as coisas a bem, estando mesmo dispostos a não causar muito furor desde que os pais do jovem agressor se mostrem sentidos e prontos a pagar as contas médicas. Nancy e Alan mostram também o seu civismo, prontificando-se a pagar tudo o que for necessário e a repreender o seu próprio filho para que tal coisa não volte a suceder. A contenda parece então prestes a resolver-se da forma mais pacífica e cordial possível. Contudo, a tensão da triste ocasião torna-se demasiado asfixiante para simplesmente se resolver tudo com um sorriso. Passadas as cordialidades da praxe, ambos os casais começam a compreender que não estão propriamente dispostos a abdicar do seu orgulho paternal. E com a fugacidade de um mero estalar de dedos, a conversa amigável transforma-se rapidamente numa discussão infernal, colocando a olho nu os verdadeiros sentimentos de quatro personagens verdadeiramente angustiadas e inadaptadas.


É uma delícia assistir à forma como Polanski despoja estas personagens de todo o seu civismo hipócrita, despindo-as de moralismos falsos e colocando-as ao dispor da mais brutal das sinceridades. Mais do que um ensaio sobre o orgulho paternal ou a gritante incongruência das leis sociais, “Carnage” é um ensaio sobre a própria natureza humana. E este ensaio é realizado de uma forma admiravelmente honesta e arrojada, estando-se nas tintas para aquilo que é considerado convencional ou apropriado. Polanski mostra o ser humano exactamente como ele é neste tipo de situações: mesquinho, orgulhoso, falso, trapaceiro. E é um alívio enorme para o espectador ver que ainda há quem tenha a coragem de retratar as coisas como elas são realmente. Os quatro (grandes) actores do elenco levam as suas personagens ao extremo, despindo-as de todo e qualquer tipo de falsidade para brindar o espectador com altas doses de veracidade humana. Não há nenhum que se destaque claramente dos outros, pois todos têm tempo de antena mais do que suficiente para brilhar bem alto. Mas importa referir que é um prazer enorme assistir ao regresso de Christoph Waltz aos papéis com substância, depois de algumas apostas de carreira algo duvidosas. As dinâmicas entre as quatro personagens são de levar qualquer psicólogo ao êxtase emocional, tal é a riqueza do conteúdo aqui apresentado. Um conteúdo que nos leva a rir às gargalhadas em determinados momentos, mas que nunca deixa de ser tremendamente realista. “Carnage” afirma-se assim como um produto cinematográfico de visionamento bastante recomendável, pecando apenas por um final demasiado abrupto e uma duração um pouco curta.

Rodapé 1: A.D.O.R.E.I
Rodapé 2: Jodie Foster, Kate Winslet, Christoph Waltz, John C. Reilly, os actores são fabulosos.

23 de dezembro de 2011

Frida Khalo no Museu da Cidade




 Frida Kahlo - As suas Fotografias - No Museu da Cidade - Imperdível

Já fui ver (umas semanas atrás)
Amei.
Soube a pouco !!!


Rodapé 1: Descobrir um lado secreto da pessoa que foi a Frida Khalo. Adorei, adorei. :-)
Rodapé 2: A minha agenda para 2012 é de Frida Khalo :-)
Rodapé 3: Piroso? Quero lá saber. Eu gosto

1 de novembro de 2011

Trovante no Coliseu

Existem músicas que fazem parte das memórias, para sempre. Existem músicos, grupos que nos acompanham desde sempre. O Trovante é assim.... desde há 35 anos.


Uma noite sublime. Emoções, recordações, alegrias sentidas, vividas intensamente....
'Xácara das Bruxas Dançando', 'Travessa do Poço dos Negros', 'Molinera'.....
Com Luís Represas a dizer ao microfone aquilo que cada um de nós já sentiu e já pensou para si mesmo durante esta noite: «Somos, talvez, o livro de memórias de nós próprios que é muito bom de abrir de vez em quando. Chegámos a pensar não o abrir mais mas ainda bem que o fizemos». E desse livro de memórias há mais páginas ainda por desfolhar... 'Perdidamente', 'Saudade', 'Balada das Sete Saias' e 'Fizeram os Dias Assim'. Não faltou nada antes de todo o Coliseu cantar desde a primeira palavra o já merecido, importante, melódico, cheio de significados, '125 Azul'.
Foi com lágrimas nos olhos (tal como a chuva que caía e nos apanhou desprevenidos) que saímos do Coliseu. Afinal "Timor" não deixa ninguém indiferente, muito menos os que viveram a luta pela causa timorense; E voltam mais recordações... as da faculdade, das concentrações pacificas, as velas acesas nas ruas até de madrugada com um único pensamento: Paz.
José Martins, José Salgueiro, João Nuno Represas, Manuel Faria, Fernando Júdice, Luís Represas, Artur Costa e João Gil estão, como uma fã gritava da plateia, «como o vinho do Porto».

Obrigada por (mais uma) noite fantástica!

Rodapé 1: Thanks Zé pelo bilhete, pela companhia, pelo abraço (quando as lágrimas teimavam em cair) de felicidade.
Rodapé 2: Sorte que amanhã posso dormir até mais tarde (ou não quem me manda a mim combinar uma passeata às 10h00? só porque é feriado....
Rodapé 3: Foto da net

14 de outubro de 2011

O Uivo

São Francisco, 1957, uma obra-prima americana foi julgada em tribunal. Howl é um filme sobre este momento.  Realizadop or Jeffrey Friedman e Rob Epstein, o filme "Howl" (Uivo) é contado através de 3 fios condutores que se cruzam;  o julgamento; reencenações com o jovem Allen Ginsberg (James Franco);  e o poema em si, ilustrado num filme de animação algo surrealista.

O filme recria partes da vida de Allen Ginsberg e do poema Howl, explorando géneros e temas que ainda hoje são actuais, num formalismo ecléctico que é um reflexo do próprio poema: a definição de obscenidades, a criatividade, os limites da liberdade de expressão, a natureza da arte. A reencenação do julgamento é a narrativa condutora do filme. O advogado de defesa é Jake Ehrlich (interpretado por Jon Hamm, o Don Draper de mad Man) um célebre defensor das liberdades civis.  
Numa ficcionada entrevista em flashback, o jovem Ginsberg disserta sobre o seu processo criativo, sobre a sua batalha pessoal pela liberdade. O poema em si adquire vida própria e de certa forma autónoma sob a forma de uma vibrante animação (uma viagem imaginária dentro da mente do artista).
James Franco (Milk e 127 hours) é Allan Ginsberg, divertivo, sincero, apaixonante ao representar sozinho, como nas cenas da secretária, sofá ou a declamar o Uivo. 





Rodapé 1: Adorei, adorei, adorei!!
Rodapé 2: http://pt.wikipedia.org/wiki/Allen_Ginsberg
Rodapé 3: A quase totalidade do poema pode ser consultado em:
http://anaphylaxxya.blogspot.com/2010/02/o-uivo-parte-i-allen-ginsberg.html


27 de fevereiro de 2011

MOMIX Uma experiência

Amei o ar de primavera que senti na pele este sábado. Amei mesmo. Fui até à praia sentir os raios de sol no rosto... a invadir-me o corpo. Tão bom para recuperar energias.

À noite Casino de Lisboa. Momix. Fabulosos. Únicos. Um misto de dança. artes circenses e muita, muita paixão. Uma visão de beleza para os olhos que nos invade e toca a alma.



Rodapé 1: Os Momix vão estar no casino até 20 e tal de Março. E digo é uma experiência e tanto.

19 de dezembro de 2010

Dias... (4)

Este fim de semana foi preenchido. Não com a habitual azáfama de consumismo deste época do ano. Estar com pessoas de quem gosto e em locais absolutamente fantásticos. Fabulosos mesmo. Mais bonitos se mostram quando partilhados.

Fábulas

Fábulas

Jardim dos Sentidos

Jardim dos Sentidos

Pavilhão Chinês

Todos estes locais são espaços únicos. A beleza destes locais é de cortar a respiração. São diferentes pela decoração, pelo ambiente que se cria. Tertúlias que se perpetuam por horas, em que o tempo não existe. Palavras perdidas na noite. Gargalhadas que permacem nos corações. 


Rodapé 1: As fotos acima, são dos sites oficiais de Fábulas, Pavilhão Chinês e Jardim dos Sentidos.
Rodapé 2: People thanks :-)
Rodapé 3: Andava há tempos para aqui falar destes places, olhem foi hoje :-)

3 de dezembro de 2010

José e Pilar


As palavras que me ocorrem são poucas e pequenas.
O filme (documentário) de Miguel Gonçalves Mendes é soberbo. É quente. É sublime e completo.
Senti-me cheia e saí da sala com a certeza que o Amor existe.
Por tudo.
Pela narrativa (e que narrativa). A música (linda). A fotografia (belíssima).
Os "actores" Jóse e Pílar perfeitos. 

Amei.

José e Pilar de Miguel Gonçalves Mendes

(Por momentos senti-me uma voyeur... da vida e da felicidade dos outros.)

Rodapé 1: Este post enquadrava-se melhor no http://sentirescomcor.blogspot.com/   mas só depois, de o ter digerido na totalidade. Precisa de tempo.
Rodapé 2: Vão ver people, merece ser visto e revisto. 
Rodapé 3: Sabem o que me apeteceu a acompanhar a visualização? Um cigarro (-:  e um bailey´s on ice :-). 

21 de novembro de 2010

A vida é linda

Este fim de semana começou mais cedo. Na 6ªfeira. Uí que bom. Os príncipes encantados sem aulas e de fim de semana com o papá.
Aqui a menina (depois de pensar um cadinho) rumou até Tróia. Fazia tempo que não estava lá nesta altura do ano e muito menos sózinha. Correcção: estava comigo mesma. Uma espécie de retiro. Intimista e pessoal.

Arrumei a mochila (nada de levar muita tralha). Calcinhas de ganga e sarouel, malhas, corta vento, botas... e pouco mais.

as botas


este cachecol (é comprido e muito quentinho) e alguns malas

Desliguei os phones. Nada de horários.

O tempo estava de chuva. Vento. Frio.
Gosto destes dias, vá-se lá saber porquê.

Relaxei. Descansei. Li. Meditei. Foi assim a sexta-feira.
Sem semáforos. Sem horas.
O tempo com o tempo. Calminho e sereno. À chuva ao vento. Correr na areia atrás do vento...

Sábado. Vento. Frio. Quase sem chuva. Gosto tanto de passear assim na praia. Sentar-me na areia húmida. Olhar o mar. O azul do mar que se confunde com o céu e perder-me nas formas das nuvens. Observar as gaivotas. Ao longe vislumbra-se a Arrábida. Imponente. Aqui e ali vislumbram-se algumas pessoas. Poucas. A praia quase deserta. É bom sentir a mente assim. Permanecer na praia enquanto a lua vais surgindo devagar. Muito devagarinho. Liberta-me a alma. Adoça-me o coração.

Não resisti. Existem momentos a eternizar para lá da memórias.
Liguei o phone e tirei algumas fotos. As das gaivotas não ficaram nada bene.
Fica para a próxima.

Domingo. Dia de regresso. Não me apetecia. Garanto. Apetecia-me permanecer naquele espaço. Isolar o tempo. deixar-me estar assim. A meditar. Principalmente a mimar-me. A namorar-me.

Existem tantas leis, normas, regras.... pelo menos uma vez por ano deveriamos de ser obrigados a ficar assim. Silêncio. Ouvir a cabeça, o coração e principalmente as nossas emoções. É tão importante ouvir as emoções. Para depois as afastar... o mesmo sucede com os medos. E aí sim é possível ouvir o EU. Íntimo. Pessoal.

A repetir. Mais para o norte ou talvez (como diz a canção) rumar para sul.

A VIDA na sua essência é Linda. So Live. Love. Feel.

Rodapé 1 : Estes momentos são muito importantes pour moi.
Rodapé 2: "José e Pilar"... fica para outro dia. O fim de semana foi grande, mas não dá para tudo.
Rodapé 3: Nada de cimeira da Nato e afins. Este weekend foi só meu.

15 de novembro de 2010

De visita ao Projecto Maitreya - Altar do Coração


Existem experiências difíceis de colocar em palavras.
São sentidas.
Profundamente sentidas.
São vividas.
Profundamente vividas.

No passado dia 11 fui visitar a exposição "Projecto Maitreya" Relíquias Sagradas de Buda e de Outros Monges Budistas.

Sentia-me expectante.
Conhecia o projecto, já tinha na minha posse a revista que acompanha a exposição, trazida da União Budista. O Prof. Paulo Borges já havia falado da presença das Relíquias no nosso país. Sabia, em termos de imagem e descritivos o conteúdo da exposição. Não sabia de todo, como me iria sentir. Sabia que me sentia feliz à medida que me aproximava do Palacete da Estefânia (lugar cedido pela Esmtc para receber as Reliquias e o Altar do Coração)

Confesso (e logo eu que não sou dada a confissões, pelo menos públicas) que não estava preparada para os sentires experimentados.

Antes de mais, deixem-me dizer que estar na presença das Relíquias é exactamente isso, uma experiência. Uma experiência de sentidos e dos sentidos. De Amor incondicional.
À medida que subia as escadas em direcção à sala das colunas ia-me sentindo mais leve e feliz.
Recordo que parei na entrada, fechei os olhos e recitei, em silêncio "Oh Mani Padme Om". Depois foi um aumento de felicidade.
Preparar-me calma e lentamente para a cerimónia do ritual "Oferenda de Banho ao Buda"... três vezes com o recitar do mantra budista "Om Mohi Mohi Maha Mohi Soha, Om Muni Muni Mara Soha (não vou explicar agora o significado deste mantra) e creio que sorria. Sim sorria, conscientemente, de alegria e compaixão.


Foto tirada com o meu phone - à frente o Buda e a Cerimónia do Banho

Depois (e no sentido dos ponteiros do relógio) percorrer com os olhos as relíquias, folhear os exemplares do "Sutra da Luz Dourada". Não sei como explicar, mas é como se as relíquias tivessem vida. Vida que cintila e me encheu de luz, amor, felicidade. Todos os pensamentos menos bons desapareceram, dissiparam-se e naquele momento só sentires de amor e desejo de felicidade para todos os seres vivos, independentemente da sua forma, cor ou lugar neste universo.
Algum tempo depois, aproximou-se uma monja budista com a Stupa nas mãos. Convidou-nos a receber a benção pessoal das relíquias de Buda. (a Stupa é um "objecto" que contém relíquias de monjes budistas) Enquanto recita mantras, a monja colocou a Stupa na minha cabeça. Uma benção. Aqui sim, vacilei. Não consigo descrever de forma adequada em palavras, sei que senti um calor a emanar de mim. Uma alegria e felicidade tais e senti lágrimas nos olhos e a descerem pelo meu rosto. Foi um momento único. Quero guardar este momento na memória do coração.
Depois e em outra sala contígua, a oportunidade de traçar em tinta dourada a escrita do Sanghata Sutra. Emocionada sentei-me. Olhei para o meu lado direito onde estavam já cerca de 20 páginas escritas a dourado. Peguei na caneta e escrevi. Ao meu lado a Jo escrevia também. Ambas nos sentiamos felizes e de certo modo previligiadas por estar naquele local e usufruir de tanta alegria e amor.


Foto tirada com o meu phone - onde escrevi a tinta dourada o Sanghata Sutra

No dia seguinte voltei. Não sei (nem me preocupa a razão de ter voltado) Sabia que deveria estar na presença das Relíquias. Os mesmos sentires. Mais conscientes. Desta vez meditei na sala preparada para o efeito, cerca de 40 ou 50 minutos, (o tempo não é importante). Voltei a escrever mais duas páginas no Sanghata Sutra. Quando estava a escrever a monja aproximou-se e disse-me baixinho, com um ar doce e sereno "estiveste cá ontem" (em inglês, não fala português). Eu devolvi o sorriso e confirmei. Li o que havia escrito, pausadamente, e saborei cada palavra, cada som. Levantei-me, ajoelhei-me à frente da monja e recebi de novo a benção, vestida de sorrisos e calor humano.
Domingo, 14, dia de encerramento da presença das Relíquias de Buda em Lisboa, voltei, menos tempo, mas o suficiente para me sentir feliz e grata.

Grata é a palavra que me ocorre a todos os que persistiram em trazer até nós o lado vísivel deste projecto mundial que tem o nome de Maitreya.

Muito GRATA.

Deixo-vos com a Meditação Maitreya pela Paz

"Possam as mentes de todos os seres, em todos os lugares,
libertar-se de todos os pensamentos de intolerância, raiva, ódio
e do desejo de prejudicar os outros; e em vez disso,
possam as suas mentes encher-se de pensamentos de tolerância,
respeito, bondade amorosa e desejo de beneficiar os outros."

Rodapé 1: Muito grata a ti, Jo por me teres acompanhado na primeira visita. pela partilha de Amor.
Rodapé 2: A Exposição vai para o Porto e de seguida para o Funchal.
Rodapé 3: Todos os dias.
Rodapé 4: Se quiserem saber mais acerca do Projecto Maitreya visitem: www.maitreyaproject.org

7 de novembro de 2010

Experiência única



Existem momentos que são únicos.
Sentimos a alma cheia, o coração repleto de Luz... de Paz.
Tantas vezes esses sentires são difíceis de colocar em palavras, de definir com cores e cheiros. Se parar sei que os odores e as cores estão presentes. Sei-o em mim. Impermanentes como tudo o que me rodeia

No passado dia 1, primeiro dia deste mês, teve início uma série de acontecimentos, sem dúvida importantes e marcantes para tantas e tantas pessoas, principalmente para aquelas para quem o budismo faz sentido.

A Quinta da Regaleira, lugar fascinante, cheio de história (e de histórias) um local místico, também por essa razão o dia foi especial. A presença de Monges Tibetanas, as orações, os mantras, as danças Tibetanas.... mas o mais importante foi mesmo a PAZ sentida e partilhada por todos os presentes.

Poderia ficar aqui a tentar encontrar as palavras, mas não me apetece.. existem momentos para serem vividos e sentidos em plenitude de LUZ e PAZ.

Grata pela experiência

Rodapé: Alma Cheia! E já agora visitem !!!!
Rodapé 3: O Projecto Maitreya - Altar do Coração - Exposição das Relíquias de Buda e de outros Mestres Budistas está em Portugal (Lisboa, Porto e Funchal) em Lisboa de 7 a 14 de Novembro, das 10h00 às 19h00 (entrada livre na ESMTC na Av D.Estefânia)
Rodapé 4: O Retiro de Meditação e o Nivel II de Introdução à Meditação Budista que frequentei com Luz e Gratidão.

18 de agosto de 2010

Noites


Foto da net

Gosto da noite.
Gosto de olhar o céu e perder-me no brilho das estrelas.
Gosto dos risos e sorrisos.
Das conversas com sabor a Verão.
Gosto das partilhas das conversas e da partilha de silêncios.
Gosto das noites quentes em que se assiste a Maria Bethânia, Elvis Costello ou Diana Krall.
Sim, porque este ano o CoolJazzFest encheu-me a alma.
Gosto de passear por Lisboa antiga, a pé, nas noites de Julho e Agosto. Das esplanadas, do castelo e dos miradouros, do Chapitô. De olhar o recorte da antiga cidade e perder-me mais uma vez, nas frases, nos silêncios e nas estrelas.
Gosto das tertúlias pacatas, sentada à mesa, após o jantar, ou descontraidamente sentada no chão da sala, repleta de almofadas. Troca de ideias, partilhas de palavras, serenas, inventadas.
Gosto destes momentos com amigos do coração.
Gosto de cozinhar, a pensar nos jantares de amigos.
De copos altos, de cerveja Green, de chá gelado (made by CJ) com limão, hortelã e gelo, muito gelo. De morangos com chantilly. De pistachio. Salada. Muitas saladinhas. Repletas de cheiro, paladar e cor.
Gosto do cinema ao ar livre (lá estão elas, mais uma vez... as estrelas) e do Jazz na Gulbenkian.


Rodapé 1: Maria Bethânia, superou todas as expectativas
Rodapé 2: O Jazz na Gulbenkian continua excelente. Não só a música... o espaço, o ambiente....
Rodapé 3: Ops, faz mais de um mês que não escrevia aqui.... perguicite de verão?

8 de maio de 2010

Rufus Wainwright @ Aula Magna


A noite de ontem na Aula Magna foi diferente. Rufus Wainwright subiu ao palco caminhando em silêncio, vestido de negro, sentou-se ao piano. A voz , os dedos a percorrerem o piano... encheram a sala. Transformaram a noite. Em boa verdade assisti a dois espectáculos num só. Na primeira parte, dedicado ao novo album e à mãe (recentemente falecida) com o público em silêncio (a cumprir o que foi pedido) sem palmas e sem coros de vozes. Foi intimista, melancólico. Na segunda parte e, depois de agradecer o silêncio do público durante a primeira parte, Rufus (já sem capa negra e sem um ar tão teatral) passeou-se por exitos como "Cigarretes & Chocolate Milk", "Leaving for Paris" ou "Going to a town". Um concerto intimista, melancólico, complexo, sofrido, espontaneo e... soberbo. Fiquei de Alma cheia. De lágrima fácil. Amei!
Rufus Wainwright - Zebulon - All Days Are Nights: Songs for Lulu
(from youtube)


Rodapé 1: Thanks Joseph, pela companhia e cumplicidade
Rodapé 2: Thanks Rufus, por uma noite a guardar na memória (waiting for Songs for Lulu)
http://blitz.aeiou.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=bz.stories/60851 (imagens fantásticas da noite)

2 de maio de 2010

Intervalo

3:08 da manhã. O dia 1 já lá vai. Ficou para trás nas marcas do tempo. Mais uma página arrancada ao calendário. Um dia igual a tantos outros? Um dia diferente! Não existem dias iguais, existe sempre algo que os diferencia e os torna diferentes. Tantas vezes uma palavra, um sorriso, um olhar, mas mais importante, um sentir. Um sentir de alegria no coração ao observar os meus anjos e a cumplicidade que os une. Passear descalça e sentir o friozinho da relva nos pés.Rebolar na relva e explodir em gargalhadas com a sessão de cócegas com que fui brindada. :-) Depois descansar, respirar fundo e olhar para o céu. Azul, tão azul. Imaginar que as nuvens são o que se quiser. Sentir o calor do sol a percorrer todo o meu corpo e a transformar-se em energia. Estes momentos são... perfeitos ! Yeap, perfect moments.


Foto: from my eyes (01.05.2010)

Aqui relaxei

Rodapé: you see, so simple

7 de abril de 2010

Perfect Moments


(foto de cima da www. / calçada portuguesa: from my eyes)

Existem momentos, feitos de sorrisos, cumplicidades e muitas gargalhadas. Contam-se histórias sobre as ruas e observam-se aqueles que percorrem as ruas da baixa da minha cidade.
Olhar os olhos e o ar de espanto do meu anjinho (psiu, o de olhos azuis e cabelo da cor da sol), vislumbrar a sua sede de aprender e reter.... ter o prazer e a honra de acompanhar a descoberta.
Parar na fnac do Chiado e assistir à apresentação de um bando louco "A Cantiga é uma Arma" pelos "Homens da Luta". E lá estava ele (o anjinho) de olhos a brilhar e a bater palmas!!!!
Correr pela Rua Augusta, parar na senhora dos gelados, esperar que se decida (sim, porque os gelados são muitos e a ansiedade também) e depois?
Bem depois é caminhar até à "Outra Face da Lua" e beber um chá de menta, descontraidamente na esplanada..... sim, são momentos perfeitos! Mais que perfeitos.

Rodapé: Claro que experimentei os coletes... os chapéus....
(psiu, a necessitar de renovar e aumentar o stock)

31 de março de 2010

My Moments


Admirar a paisagem
Rebolar, sentir o cheiro e a textura do verde e olhar para as nuvens


Descansar
relaxar, meditar....
partilhar momentos de luz

Continuar a minha viagem de auto conhecimento

Rodapé: Até daqui a uns dias

29 de março de 2010

Joana Vasconcelos

Lá fui eu (at last) visitar a exposição de Joana Vasconcelos no CCB.
(below same photos taken with my phone´s camera)







Se já conhecia o trabalho? Oh yeap
Se fiquei surpreendida? Oh YEAP

Impossivel ficar indiferente a tamanha criatividade.
Impossivel não ficar pasmada perante o recurso aos materiais utilizados.
Impossivel não gostar.

Um sofá "Aspirina" e uma cama "Valium" ... hum.. hum!
A forma, a cor, a composição.... AMEI.
Numa expressão fiquei de ALMA CHEIA.

Rodapé 1: Thanks Jo pela companhia e cumplicidade
Rodapé 2: Apetecia ser pequenina e brincar.

11 de março de 2010

Joan Baez

Coliseu dos Recreios, Lisbon City, 10 Março
- reconheço,  estava em pulgas -
assistir a um concerto ao vivo e a cores de Joan Baez, integrava a minha lista

Absolutamente fantástico.
Sou uma sortuda.
Presenciei o retrato de uma era, um ícone da histórica cultural e política. Um concerto memorável

E pensar que a senhora gravou mais de 30 albuns e canta hà 50 anos. É obra.


Rodapé: a guardar nas memórias.
Side by side com Leonard Cohen; George Moustaki; Xutos; Peter Gabriel; U2..
(stop por agora)