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5 de abril de 2011

A Taça

A Taça, no original "The Cup" realizado por Khyentse Norbu. Apresentado no Festival de Cannes de 1999, causou sensação. baseado em factos reais, é um filme divertido, surpreendente que nos faz sorrir, rir e pensar. 

Trailer Official The Cup

Como se diz a determinada altura no filme:

"É o Campeonato Mundial de Futebol"
"O que é isso?"
"São duas nações civilizadas a lutarem por uma bola"



Num mosteiro budista situado nos Himalaias começa o frenesim do campeonato mundial de futebol. Os alunos adoptam o futebol como a sua religião e o budismo como a sua filosofia de vida. É um filme surpreendente mostra-nos uma visão autentica sobre a via budista e o dia-a-dia num mosteiro nos dias de hoje. Assistimos ao filme e é impossível não sorrir quando percebemos que por baixo das vestes de monge budista está a camisola de Ronaldo. Os monges surgem como pessoas. Humanos que são e não como "santos" que tantas vezes se julga serem.

Khyentse Norbu (à direita) nas filmagens de um outro filme "Travellers & Magicians"

A Taça é baseado numa história verídica e foi a primeira longa metragem de Khyentse Norbu. Khyentse Norbu nasceu no Butão em 1961. Em termos de cinematografia, foi consultor de Bernardo Bertolucci no filme de culto "O Pequeno Buda" onde chegou a desempenhar um pequeno papel no final do filme como o monge que fala com Chris Isaak sobre a morte.
Conhecido nos círculos budistas pelo nome de  Dzongsar Jamyang Khyentse Rinpoche é um dos Mestres da Família Real Butanesa. Dele, Dalai Lama diz que se deve pelo menos uma vez na vida escutar as suas palavras. É considerado um dos grandes apresentadores do Budismo no Ocidente. Autor de "O Que Não faz de ti um Budista", um soberbo livro.


Amei.
Recomendo
Mesmo !!


Rodapé 1: http://en.wikipedia.org/wiki/Dzongsar_Jamyang_Khyentse_Rinpoche
Rodapé 2: http://www.freespiritfilmfestival.com/filmmakers/jamyang_khyentse_rinpoche.html
Rodapé 3: Dzongsar Jamyang Khyentse é o autor de "O Que Não Faz de Ti um Budista".
Rodapé 4: Na lista está agora Travellers & Magicians realizado também por Khyentse Norbu.

9 de março de 2011

Habitos da Felicidade

Decorreu hoje, o Encontro Inter-Religioso de Meditação na União Budista Portuguesa. Após a leitura de textos de diferentes tradições espirituais, meditou-se em silêncio.

Como sempre estas são experiências calmantes, de partilha e de sentir. Ocorrreu-me então partilhar o saber de Matthieu Ricard (videos que tinha arquivados).

Matthieu Ricard é monge budista, fotografo e autor. Merece ser ouvido com o coração e alma :-))))





Rodapé: Versão original no link: http://www.youtube.com/watch?v=vbLEf4HR74E&feature=related
Rodapé 1: Site oficial de Matthieu Ricard. Vejam o blog  http://www.matthieuricard.org/

4 de janeiro de 2011

Sensações ... (4)



Embora ainda não na totalidade, já que as sensações, visões, feelings (whatever) não se dissiparam por completo. Já entendi uma parte, já a realizei. É bom. Mesmo. Diminui as angústias e as incertezas. Fico mais calma. Sinto-me mais serena. Ainda fico mais disponível para ouvir atentamente. Posso dar aquele abraço....
Uma parte do mistério, aqui a je (yeap euzinha). A J.... O Paulo... bem... mas não acaba aqui. Sinto. Sei. Existe mais alguém das VIPIMLAW que não está bem... não consegui ver quem.

Vou aqui deixar o Sutra do Coração (a mim faz-me sempre bem, espero que a vocês também)


"Sutra do Coração

OM, homenagem à venerável perfeição da sabedoria!
O bodhisattva Avalokiteshvara, em profunda meditação Prajna Paramita

viu claramente a vacuidade da natureza dos cinco agregados

e libertou-se da dor.

Ó Shariputra, forma não é senão vacuidade,

Vacuidade não é senão forma.
Forma é precisamente vacuidade,

vacuidade precisamente forma.

Sensação, percepção, reacção e consciência

são também assim.
Ó Shariputra, todas as coisas são expressões da vacuidade.

Não nascidas, não destruídas, não maculadas, não puras,

Sem crescimento nem declínio.

Assim na vacuidade não há forma,

Sensação, percepção, reacção nem consciência.
Não há olhos, ouvidos, nariz, língua, corpo, mente.
Não há cor, som, odor, sabor, tacto, objecto.
Não há campo de visão nem campo de consciência.
Não há ignorância nem fim da ignorância.
Não há velhice e morte nem cessação da velhice e da morte.
Não há sofrimento nem causa do sofrimento.
Não há caminho, não há sabedoria nem proveito.

Sem proveito – assim os Bodhisattvas vivem esta Prajna Paramita

Sem obstáculos na mente.

Sem obstáculos e por isso sem medo.

Muito para além das ilusões, Nirvana é aqui.

Todos os Budas passados, presentes e futuros vivem esta Prajna Paramita
E alcançam a suprema, perfeita iluminação.

Por isso deves saber que Prajna Paramita é o sagrado mantra,

o mantra de grande sabedoria, o melhor mantra.

O mantra luminoso, o mantra supremo,

O mantra incomparável

Que dissipa todo o sofrimento.
Isto é verdade.
Por isso pratica o mantra da Prajna Praramita
Pratica este mantra e proclama:


GATE GATE PARAGATE PARASAMGATE BODHI SVAHA! "


Rodapé 1 : O Sutra do Coração  é um dos principais textos do Budhismo. É um dos discursos sobre a Perfeição da Sabedoria, entre os quais estão também o Sutra do Diamante e o Sutra de Oito Mil Linhas. As colecções completas de Discursos sobre a Perfeição da Sabedoria foram destruídos com o grande monastério indiano de Nalanda, no séc.XII. mesmo assim, diz-se que o Sutra do coração contém a essência desses ensinamentos, o coração.
Rodapé 2 : Imagem representa o Buda da Sabedoria (da net)
Rodapé 3: VIPIMLAW (Very Important Persons in my Life and World)

8 de dezembro de 2010

Reportagem Projecto Maitreya - Altar do Coração


No próximo dia 13 de Dezembro, segunda feira, o programa "Fé dos Homens" na RTP2, transmite uma reportagem acerca de Maitreya, as Relíquias de Buda e Altar do Coração. Estou com tanta vontade de ver. É daquelas coisas que sei que me vão aquecer o coração e a alma.
Caso não tenham visitado a exposição, não deixem de ver. E se visitaram vejam na mesma!

Eu cá por mim, vou gravar. :-)


Rodapé: Om Mani Padme Hum

15 de novembro de 2010

De visita ao Projecto Maitreya - Altar do Coração


Existem experiências difíceis de colocar em palavras.
São sentidas.
Profundamente sentidas.
São vividas.
Profundamente vividas.

No passado dia 11 fui visitar a exposição "Projecto Maitreya" Relíquias Sagradas de Buda e de Outros Monges Budistas.

Sentia-me expectante.
Conhecia o projecto, já tinha na minha posse a revista que acompanha a exposição, trazida da União Budista. O Prof. Paulo Borges já havia falado da presença das Relíquias no nosso país. Sabia, em termos de imagem e descritivos o conteúdo da exposição. Não sabia de todo, como me iria sentir. Sabia que me sentia feliz à medida que me aproximava do Palacete da Estefânia (lugar cedido pela Esmtc para receber as Reliquias e o Altar do Coração)

Confesso (e logo eu que não sou dada a confissões, pelo menos públicas) que não estava preparada para os sentires experimentados.

Antes de mais, deixem-me dizer que estar na presença das Relíquias é exactamente isso, uma experiência. Uma experiência de sentidos e dos sentidos. De Amor incondicional.
À medida que subia as escadas em direcção à sala das colunas ia-me sentindo mais leve e feliz.
Recordo que parei na entrada, fechei os olhos e recitei, em silêncio "Oh Mani Padme Om". Depois foi um aumento de felicidade.
Preparar-me calma e lentamente para a cerimónia do ritual "Oferenda de Banho ao Buda"... três vezes com o recitar do mantra budista "Om Mohi Mohi Maha Mohi Soha, Om Muni Muni Mara Soha (não vou explicar agora o significado deste mantra) e creio que sorria. Sim sorria, conscientemente, de alegria e compaixão.


Foto tirada com o meu phone - à frente o Buda e a Cerimónia do Banho

Depois (e no sentido dos ponteiros do relógio) percorrer com os olhos as relíquias, folhear os exemplares do "Sutra da Luz Dourada". Não sei como explicar, mas é como se as relíquias tivessem vida. Vida que cintila e me encheu de luz, amor, felicidade. Todos os pensamentos menos bons desapareceram, dissiparam-se e naquele momento só sentires de amor e desejo de felicidade para todos os seres vivos, independentemente da sua forma, cor ou lugar neste universo.
Algum tempo depois, aproximou-se uma monja budista com a Stupa nas mãos. Convidou-nos a receber a benção pessoal das relíquias de Buda. (a Stupa é um "objecto" que contém relíquias de monjes budistas) Enquanto recita mantras, a monja colocou a Stupa na minha cabeça. Uma benção. Aqui sim, vacilei. Não consigo descrever de forma adequada em palavras, sei que senti um calor a emanar de mim. Uma alegria e felicidade tais e senti lágrimas nos olhos e a descerem pelo meu rosto. Foi um momento único. Quero guardar este momento na memória do coração.
Depois e em outra sala contígua, a oportunidade de traçar em tinta dourada a escrita do Sanghata Sutra. Emocionada sentei-me. Olhei para o meu lado direito onde estavam já cerca de 20 páginas escritas a dourado. Peguei na caneta e escrevi. Ao meu lado a Jo escrevia também. Ambas nos sentiamos felizes e de certo modo previligiadas por estar naquele local e usufruir de tanta alegria e amor.


Foto tirada com o meu phone - onde escrevi a tinta dourada o Sanghata Sutra

No dia seguinte voltei. Não sei (nem me preocupa a razão de ter voltado) Sabia que deveria estar na presença das Relíquias. Os mesmos sentires. Mais conscientes. Desta vez meditei na sala preparada para o efeito, cerca de 40 ou 50 minutos, (o tempo não é importante). Voltei a escrever mais duas páginas no Sanghata Sutra. Quando estava a escrever a monja aproximou-se e disse-me baixinho, com um ar doce e sereno "estiveste cá ontem" (em inglês, não fala português). Eu devolvi o sorriso e confirmei. Li o que havia escrito, pausadamente, e saborei cada palavra, cada som. Levantei-me, ajoelhei-me à frente da monja e recebi de novo a benção, vestida de sorrisos e calor humano.
Domingo, 14, dia de encerramento da presença das Relíquias de Buda em Lisboa, voltei, menos tempo, mas o suficiente para me sentir feliz e grata.

Grata é a palavra que me ocorre a todos os que persistiram em trazer até nós o lado vísivel deste projecto mundial que tem o nome de Maitreya.

Muito GRATA.

Deixo-vos com a Meditação Maitreya pela Paz

"Possam as mentes de todos os seres, em todos os lugares,
libertar-se de todos os pensamentos de intolerância, raiva, ódio
e do desejo de prejudicar os outros; e em vez disso,
possam as suas mentes encher-se de pensamentos de tolerância,
respeito, bondade amorosa e desejo de beneficiar os outros."

Rodapé 1: Muito grata a ti, Jo por me teres acompanhado na primeira visita. pela partilha de Amor.
Rodapé 2: A Exposição vai para o Porto e de seguida para o Funchal.
Rodapé 3: Todos os dias.
Rodapé 4: Se quiserem saber mais acerca do Projecto Maitreya visitem: www.maitreyaproject.org

7 de novembro de 2010

Experiência única



Existem momentos que são únicos.
Sentimos a alma cheia, o coração repleto de Luz... de Paz.
Tantas vezes esses sentires são difíceis de colocar em palavras, de definir com cores e cheiros. Se parar sei que os odores e as cores estão presentes. Sei-o em mim. Impermanentes como tudo o que me rodeia

No passado dia 1, primeiro dia deste mês, teve início uma série de acontecimentos, sem dúvida importantes e marcantes para tantas e tantas pessoas, principalmente para aquelas para quem o budismo faz sentido.

A Quinta da Regaleira, lugar fascinante, cheio de história (e de histórias) um local místico, também por essa razão o dia foi especial. A presença de Monges Tibetanas, as orações, os mantras, as danças Tibetanas.... mas o mais importante foi mesmo a PAZ sentida e partilhada por todos os presentes.

Poderia ficar aqui a tentar encontrar as palavras, mas não me apetece.. existem momentos para serem vividos e sentidos em plenitude de LUZ e PAZ.

Grata pela experiência

Rodapé: Alma Cheia! E já agora visitem !!!!
Rodapé 3: O Projecto Maitreya - Altar do Coração - Exposição das Relíquias de Buda e de outros Mestres Budistas está em Portugal (Lisboa, Porto e Funchal) em Lisboa de 7 a 14 de Novembro, das 10h00 às 19h00 (entrada livre na ESMTC na Av D.Estefânia)
Rodapé 4: O Retiro de Meditação e o Nivel II de Introdução à Meditação Budista que frequentei com Luz e Gratidão.

20 de agosto de 2010

Arte da Vida ... (4)


(...) Penso que todos os seres humanos têm um sentimento inato de "si". Não podemos explicar por que razão este sentimento está presente - o facto é que está. Este sentimento é acompanhado do desejo de sermos felizes e da vontade de acabarmos com o sofrimento, o que é plenamente justificado: temos naturalmente o direito de alcançar tanta felicidade quanta nos for possível, tal como temos o direito de pôr fim ao sofrimento. (...)

Rodapé 1: in; Conferência pública de Sua Santidade o Dalai Lama no Free Trade Hall, em Manchester, no Reino Unido, a 19 de Julho de 1996.
Rodapé 2: voltarei a outras palavras de S.S. o Dalai Lama, proferidas nesta conferência
Rodapé 3: "Por fim ao sofrimento", deveria ser a maior demanda da humanidade. No entanto, para muitos, a maior demanda é a riqueza, o sentimento de posse, o ter.

14 de julho de 2010

Sutra do DIamante





É assim a nossa vida na terra
Como uma estrela da manhã, uma bolha sobre a água
Uma gota de orvalho, um relâmpago no céu de verão
Um sonho neste mundo flutuante.

(excerto de,"Sutra de Diamante")

9 de junho de 2010

Arte da Vida ... (3)



"Nós somos visitantes neste planeta.
Ficamos aqui por noventa, cem anos no máximo.
Durante este tempo, deveríamos tentar fazer alguma coisa boa, fazer algo útil com as nossas vidas. Procure estar em Paz consigo próprio, e ajude os outros a compartilhar desta Paz.
Se você contribuir para a Paz de outras pessoas, encontrará a verdadeira meta, o sentido da vida."


Dalai Lama

23 de março de 2010

Arte ... da vida (2)


Rancor, ódio, ciúme: não é possível encontrar a paz com eles.
Podemos resolver muitos dos nossos problemas por meio da compaixão e do amor.
Só assim nos desarmaremos e encontraremos a verdadeira felicidade.
Uma das maiores virtudes é a compaixão.
A compaixão não pode ser comprada numa loja de departamentos ou fabricada por máquinas. A compaixão advém do nosso crescimento interior.
Sem paz de espírito, é impossível haver paz no mundo.


Dalai Lama

19 de março de 2010

Arte ... da vida



"A arte de escutar é como um luz que dissipa a escuridão da ignorância."

Dalai Lama