Mostrar mensagens com a etiqueta Paz. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Paz. Mostrar todas as mensagens

9 de março de 2011

Habitos da Felicidade

Decorreu hoje, o Encontro Inter-Religioso de Meditação na União Budista Portuguesa. Após a leitura de textos de diferentes tradições espirituais, meditou-se em silêncio.

Como sempre estas são experiências calmantes, de partilha e de sentir. Ocorrreu-me então partilhar o saber de Matthieu Ricard (videos que tinha arquivados).

Matthieu Ricard é monge budista, fotografo e autor. Merece ser ouvido com o coração e alma :-))))





Rodapé: Versão original no link: http://www.youtube.com/watch?v=vbLEf4HR74E&feature=related
Rodapé 1: Site oficial de Matthieu Ricard. Vejam o blog  http://www.matthieuricard.org/

23 de dezembro de 2010

Be Happy Be You



Não sou grande fã da época natalícia.
Esta data assinala o nascimento de Jesus (que por acaso e, de acordo com os historiadores não nasceu na data em que se comemora por todo o mundo católico, o seu nascimento). Reconheço a sua importância para um Mundo que se quer de Paz. Como não me reconheço nem identifico com os princípios do catolicismo, esta data não tem para mim a importância que seguramente tem para os católicos. Paralelamente, as comemorações natalícias cada vez mais estão associadas a um consumismo sem paralelo. Também eu aqui me deixo seduzir e não resisto a comprar lembranças para quem amo nesta vida.A outra comemoração associada a estes festejos reside em reunir a família (a de sangue e a de coração). Desta gosto mais. Bem mais. mas esta pode ser reunida sempre que o quisermos.

A todos os que por aqui passem desejo que SEJAM FELIZES.
Amem muito. Sorriam. Acima de tudo SEJAM VOCÊS MESMOS.

So, I wish to all of you:
Be Happy
Be You

Rodapé: Não se esqueçam de pedir ao Pai Natal: Uma caixinha cheinha de Paz.
(interior e exterior)

21 de novembro de 2010

A vida é linda

Este fim de semana começou mais cedo. Na 6ªfeira. Uí que bom. Os príncipes encantados sem aulas e de fim de semana com o papá.
Aqui a menina (depois de pensar um cadinho) rumou até Tróia. Fazia tempo que não estava lá nesta altura do ano e muito menos sózinha. Correcção: estava comigo mesma. Uma espécie de retiro. Intimista e pessoal.

Arrumei a mochila (nada de levar muita tralha). Calcinhas de ganga e sarouel, malhas, corta vento, botas... e pouco mais.

as botas


este cachecol (é comprido e muito quentinho) e alguns malas

Desliguei os phones. Nada de horários.

O tempo estava de chuva. Vento. Frio.
Gosto destes dias, vá-se lá saber porquê.

Relaxei. Descansei. Li. Meditei. Foi assim a sexta-feira.
Sem semáforos. Sem horas.
O tempo com o tempo. Calminho e sereno. À chuva ao vento. Correr na areia atrás do vento...

Sábado. Vento. Frio. Quase sem chuva. Gosto tanto de passear assim na praia. Sentar-me na areia húmida. Olhar o mar. O azul do mar que se confunde com o céu e perder-me nas formas das nuvens. Observar as gaivotas. Ao longe vislumbra-se a Arrábida. Imponente. Aqui e ali vislumbram-se algumas pessoas. Poucas. A praia quase deserta. É bom sentir a mente assim. Permanecer na praia enquanto a lua vais surgindo devagar. Muito devagarinho. Liberta-me a alma. Adoça-me o coração.

Não resisti. Existem momentos a eternizar para lá da memórias.
Liguei o phone e tirei algumas fotos. As das gaivotas não ficaram nada bene.
Fica para a próxima.

Domingo. Dia de regresso. Não me apetecia. Garanto. Apetecia-me permanecer naquele espaço. Isolar o tempo. deixar-me estar assim. A meditar. Principalmente a mimar-me. A namorar-me.

Existem tantas leis, normas, regras.... pelo menos uma vez por ano deveriamos de ser obrigados a ficar assim. Silêncio. Ouvir a cabeça, o coração e principalmente as nossas emoções. É tão importante ouvir as emoções. Para depois as afastar... o mesmo sucede com os medos. E aí sim é possível ouvir o EU. Íntimo. Pessoal.

A repetir. Mais para o norte ou talvez (como diz a canção) rumar para sul.

A VIDA na sua essência é Linda. So Live. Love. Feel.

Rodapé 1 : Estes momentos são muito importantes pour moi.
Rodapé 2: "José e Pilar"... fica para outro dia. O fim de semana foi grande, mas não dá para tudo.
Rodapé 3: Nada de cimeira da Nato e afins. Este weekend foi só meu.

15 de novembro de 2010

De visita ao Projecto Maitreya - Altar do Coração


Existem experiências difíceis de colocar em palavras.
São sentidas.
Profundamente sentidas.
São vividas.
Profundamente vividas.

No passado dia 11 fui visitar a exposição "Projecto Maitreya" Relíquias Sagradas de Buda e de Outros Monges Budistas.

Sentia-me expectante.
Conhecia o projecto, já tinha na minha posse a revista que acompanha a exposição, trazida da União Budista. O Prof. Paulo Borges já havia falado da presença das Relíquias no nosso país. Sabia, em termos de imagem e descritivos o conteúdo da exposição. Não sabia de todo, como me iria sentir. Sabia que me sentia feliz à medida que me aproximava do Palacete da Estefânia (lugar cedido pela Esmtc para receber as Reliquias e o Altar do Coração)

Confesso (e logo eu que não sou dada a confissões, pelo menos públicas) que não estava preparada para os sentires experimentados.

Antes de mais, deixem-me dizer que estar na presença das Relíquias é exactamente isso, uma experiência. Uma experiência de sentidos e dos sentidos. De Amor incondicional.
À medida que subia as escadas em direcção à sala das colunas ia-me sentindo mais leve e feliz.
Recordo que parei na entrada, fechei os olhos e recitei, em silêncio "Oh Mani Padme Om". Depois foi um aumento de felicidade.
Preparar-me calma e lentamente para a cerimónia do ritual "Oferenda de Banho ao Buda"... três vezes com o recitar do mantra budista "Om Mohi Mohi Maha Mohi Soha, Om Muni Muni Mara Soha (não vou explicar agora o significado deste mantra) e creio que sorria. Sim sorria, conscientemente, de alegria e compaixão.


Foto tirada com o meu phone - à frente o Buda e a Cerimónia do Banho

Depois (e no sentido dos ponteiros do relógio) percorrer com os olhos as relíquias, folhear os exemplares do "Sutra da Luz Dourada". Não sei como explicar, mas é como se as relíquias tivessem vida. Vida que cintila e me encheu de luz, amor, felicidade. Todos os pensamentos menos bons desapareceram, dissiparam-se e naquele momento só sentires de amor e desejo de felicidade para todos os seres vivos, independentemente da sua forma, cor ou lugar neste universo.
Algum tempo depois, aproximou-se uma monja budista com a Stupa nas mãos. Convidou-nos a receber a benção pessoal das relíquias de Buda. (a Stupa é um "objecto" que contém relíquias de monjes budistas) Enquanto recita mantras, a monja colocou a Stupa na minha cabeça. Uma benção. Aqui sim, vacilei. Não consigo descrever de forma adequada em palavras, sei que senti um calor a emanar de mim. Uma alegria e felicidade tais e senti lágrimas nos olhos e a descerem pelo meu rosto. Foi um momento único. Quero guardar este momento na memória do coração.
Depois e em outra sala contígua, a oportunidade de traçar em tinta dourada a escrita do Sanghata Sutra. Emocionada sentei-me. Olhei para o meu lado direito onde estavam já cerca de 20 páginas escritas a dourado. Peguei na caneta e escrevi. Ao meu lado a Jo escrevia também. Ambas nos sentiamos felizes e de certo modo previligiadas por estar naquele local e usufruir de tanta alegria e amor.


Foto tirada com o meu phone - onde escrevi a tinta dourada o Sanghata Sutra

No dia seguinte voltei. Não sei (nem me preocupa a razão de ter voltado) Sabia que deveria estar na presença das Relíquias. Os mesmos sentires. Mais conscientes. Desta vez meditei na sala preparada para o efeito, cerca de 40 ou 50 minutos, (o tempo não é importante). Voltei a escrever mais duas páginas no Sanghata Sutra. Quando estava a escrever a monja aproximou-se e disse-me baixinho, com um ar doce e sereno "estiveste cá ontem" (em inglês, não fala português). Eu devolvi o sorriso e confirmei. Li o que havia escrito, pausadamente, e saborei cada palavra, cada som. Levantei-me, ajoelhei-me à frente da monja e recebi de novo a benção, vestida de sorrisos e calor humano.
Domingo, 14, dia de encerramento da presença das Relíquias de Buda em Lisboa, voltei, menos tempo, mas o suficiente para me sentir feliz e grata.

Grata é a palavra que me ocorre a todos os que persistiram em trazer até nós o lado vísivel deste projecto mundial que tem o nome de Maitreya.

Muito GRATA.

Deixo-vos com a Meditação Maitreya pela Paz

"Possam as mentes de todos os seres, em todos os lugares,
libertar-se de todos os pensamentos de intolerância, raiva, ódio
e do desejo de prejudicar os outros; e em vez disso,
possam as suas mentes encher-se de pensamentos de tolerância,
respeito, bondade amorosa e desejo de beneficiar os outros."

Rodapé 1: Muito grata a ti, Jo por me teres acompanhado na primeira visita. pela partilha de Amor.
Rodapé 2: A Exposição vai para o Porto e de seguida para o Funchal.
Rodapé 3: Todos os dias.
Rodapé 4: Se quiserem saber mais acerca do Projecto Maitreya visitem: www.maitreyaproject.org

7 de novembro de 2010

Experiência única



Existem momentos que são únicos.
Sentimos a alma cheia, o coração repleto de Luz... de Paz.
Tantas vezes esses sentires são difíceis de colocar em palavras, de definir com cores e cheiros. Se parar sei que os odores e as cores estão presentes. Sei-o em mim. Impermanentes como tudo o que me rodeia

No passado dia 1, primeiro dia deste mês, teve início uma série de acontecimentos, sem dúvida importantes e marcantes para tantas e tantas pessoas, principalmente para aquelas para quem o budismo faz sentido.

A Quinta da Regaleira, lugar fascinante, cheio de história (e de histórias) um local místico, também por essa razão o dia foi especial. A presença de Monges Tibetanas, as orações, os mantras, as danças Tibetanas.... mas o mais importante foi mesmo a PAZ sentida e partilhada por todos os presentes.

Poderia ficar aqui a tentar encontrar as palavras, mas não me apetece.. existem momentos para serem vividos e sentidos em plenitude de LUZ e PAZ.

Grata pela experiência

Rodapé: Alma Cheia! E já agora visitem !!!!
Rodapé 3: O Projecto Maitreya - Altar do Coração - Exposição das Relíquias de Buda e de outros Mestres Budistas está em Portugal (Lisboa, Porto e Funchal) em Lisboa de 7 a 14 de Novembro, das 10h00 às 19h00 (entrada livre na ESMTC na Av D.Estefânia)
Rodapé 4: O Retiro de Meditação e o Nivel II de Introdução à Meditação Budista que frequentei com Luz e Gratidão.

20 de agosto de 2010

Arte da Vida ... (4)


(...) Penso que todos os seres humanos têm um sentimento inato de "si". Não podemos explicar por que razão este sentimento está presente - o facto é que está. Este sentimento é acompanhado do desejo de sermos felizes e da vontade de acabarmos com o sofrimento, o que é plenamente justificado: temos naturalmente o direito de alcançar tanta felicidade quanta nos for possível, tal como temos o direito de pôr fim ao sofrimento. (...)

Rodapé 1: in; Conferência pública de Sua Santidade o Dalai Lama no Free Trade Hall, em Manchester, no Reino Unido, a 19 de Julho de 1996.
Rodapé 2: voltarei a outras palavras de S.S. o Dalai Lama, proferidas nesta conferência
Rodapé 3: "Por fim ao sofrimento", deveria ser a maior demanda da humanidade. No entanto, para muitos, a maior demanda é a riqueza, o sentimento de posse, o ter.

Dias... (3)

Longe de Lisboa...

Entre banhos de piscina, leituras, observação e o dolce faire niente.

No meio do verde. Entre pinheiros altos, àrvores de fruta, flores cultivadas com amor e outras que nascem de forma natural.

Deitada (confortavelmente) na rede, observo as laranjeiras



Do terraço, vislumbro pinhais e as cores da natureza


A água em que mergulho e me refresco



O que estou a (re)Ler

É bom ficar deitada com a companhia de um livro ....

Perder-me na imensidão do azul do céu.

A descomprimir e a repor energias.


Rodapé 1: Psiu, as fotos são da minha autoria
Rodapé 2: "O que não faz de ti um Budista", merece uma reflexão séria (fica para outro Blog)

14 de julho de 2010

Sutra do DIamante





É assim a nossa vida na terra
Como uma estrela da manhã, uma bolha sobre a água
Uma gota de orvalho, um relâmpago no céu de verão
Um sonho neste mundo flutuante.

(excerto de,"Sutra de Diamante")

9 de junho de 2010

Arte da Vida ... (3)



"Nós somos visitantes neste planeta.
Ficamos aqui por noventa, cem anos no máximo.
Durante este tempo, deveríamos tentar fazer alguma coisa boa, fazer algo útil com as nossas vidas. Procure estar em Paz consigo próprio, e ajude os outros a compartilhar desta Paz.
Se você contribuir para a Paz de outras pessoas, encontrará a verdadeira meta, o sentido da vida."


Dalai Lama