6 de maio de 2010

Tolerância

Estou a procurar o sentido da palavra tolerância .... está difícil de encontrar, (aplicado a este contexto)....Mesmo!!!!

"A tolerância de ponto aplica-se na parte da tarde do dia 11 de Maio no concelho de Lisboa, no dia 13 de Maio em todo o território nacional e da parte da manhã do dia 14 de Maio no Porto. A medida abrange os trabalhadores que exercem funções na administração central e nos institutos públicos. O governo diz considerar assim "o interesse de grande número de portugueses" em poderem estar presentes nas celebrações que acompanham a visita de Bento XVI. "
(in Diário de Noticias e RTP1)

Pergunta 1: Porquê só os funcionários públicos? (Deve ser porque esses são mais portugueses)

Pergunta 2: Será que não existem portugueses com "interesse" fora do funcionalismo público? (Devem ser ateus)

Pergunta 3: Adiar consultas e cirurgias é do interesse dos portugueses? (As consultas médicas e algumas cirurgias vão ser canceladas! Devo ter ouvido mal, só pode!)

Pergunta 4: Em Lisboa, escolas do ensino não privado, vão encerrar no dia 11 de Maio (no período da tarde) e dia 13 de Maio (todo o dia)? É VERDADE? Ora bem, os filhos de funcionários de empresas privadas cujos pais não têm tolerância de ponto e não têm férias aprovadas para os dias em questão vão ficar à guarda de quem? Ou melhor é o governo que vai justificar as faltas desses pais? (já estou a ver a fila em São Bento para que o primeiro ministro assine a justificação)

Pergunta 5: ........................................... ?????????????

Rodapé 1: Não tenho nada contra a visita papal
Rodapé 2: Portugal é um país (que eu saiba) sem religião oficial. (ainda)
Rodapé 3: Quando o Dalai Lama nos visitou, eu (porque era do meu interesse) estive de férias (ok, eu sei foram aprovadas). Não me recordo de tolerância de ponto nenhuma.
Rodapé 4: Até entendo os condicionalismos de trânsito (por questões de segurança)
Rodapé 5: Tolerãncia seria tratar todos os portugueses da mesma forma, aceitando as diferenças e semelhanças.
Rodapé 6: A idéia que eu tenho é que o pais atravessa uma crise (hum.. acho que me enganei, deve ser outro país e não este)
Rodapé 7: Este post fica assim sem imagem... é melhor! as imagens que me ocorrem não são nada simpáticas.
Rodapé 8: Rufus Wainwright, tomorrow na Aula Magna... yupiiiii lá vou eu!!!!
depois conto :-)

5 de maio de 2010

Perhaps I need to change....

Um destes dias enquanto passeava pelo Chiado, deparei-me com a decoração de uma montra, no minimo sui géneris. Simples, monocromatica, despojada ... assim estava a montra de uma conhecida loja. Pertinho da mesa onde o F.P., poeta de heterónimos e apreciador de café, permanece sentado (ao que tudo indica de forma vitalicia). Cativou-me, registei o moment com a camara do phone.

Ora leiam e observem com atenção......



Make sense in that day. Still do, ... same days later!



Rodapé: Perhaps I need fo change... my shampoo?

3 de maio de 2010

Apetece-me...


Apetece-me

um dia num de Spa

com decoração oriental

odores a incenso

som de taças tibetanas.




Rodapé: a anotar na agenda

2 de maio de 2010

So simple... so true

A Cidade dos Poços

Aquela cidade não era habitada por pessoas, como todas as outras cidades do planeta.
Aquela cidade era habitada por poços. Poços vivos… mas afinal poços.

Os poços distinguiam-se entre si não somente pelo lugar onde estavam escavados, mas também pelo parapeito (a abertura que os ligava ao exterior).

Havia poços ricos e ostensivos com parapeitos de mármore e metais preciosos; poços humildes de tijolo e madeira, e outros mais pobres, simples buracos rasos que se abriam na terra.

A comunicação entre os habitantes da cidade fazia-se de parapeito em parapeito, e as notícias corriam rapidamente de ponta a ponta do povoado.

Um dia, chegou à cidade uma «moda» que certamente tinha nascido nalgum pequeno povoado humano.

A nova ideia assinalava que qualquer ser vivo que se prezasse deveria cuidar muito mais do interior do que do exterior. O importante não era o superficial, mas o conteúdo.

Foi assim que os poços começaram a encher-se de coisas.

Alguns enchiam-se de jóias, moedas de ouro e pedras preciosas. Outros, mais práticos, encheram-se de electrodomésticos e aparelhos mecânicos. Outros ainda optaram pela arte, e foram-se enchendo de pinturas, pianos de cauda e sofisticadas esculturas pós-modernas. Finalmente, os intelectuais encheram-se de livros, de manifestos ideológicos e de revistas especializadas.

O tempo passou.

A maioria dos poços encheu-se a tal ponto que já não podia conter mais nada.

Os poços não eram todos iguais, por isso, embora alguns se tenham conformado, outros pensaram no que teriam de fazer para continuar a meter coisas no seu interior…

Um deles foi o primeiro. Em vez de apertar o conteúdo, lembrou-se de aumentar a sua capacidade alargando-se.

Não passou muito tempo até que a ideia começasse a ser imitada. Todos os poços utilizavam grande parte das suas energias a alargar-se para criarem mais espaço no seu interior. Um poço, pequeno e afastado do centro da cidade, começou a ver os seus colegas que se alargavam desmedidamente. Ele pensou que se continuassem a alargar-se daquela maneira, dentro em pouco confundir-se-iam os parapeitos dos vários poços e cada um perderia a sua identidade…

Talvez a partir dessa ideia, ocorreu-lhe que outra maneira de aumentar a sua capacidade seria crescer, mas não em largura, antes em profundidade. Fazer-se mais fundo em vez de mais largo. Depressa se deu conta de que tudo o que tinha dentro dele lhe impedia a tarefa de aprofundar. Se quisesse ser mais profundo, seria necessário esvaziar-se de todo o conteúdo…

A princípio teve medo do vazio. Mas, quando viu que não havia outra possibilidade, depressa meteu mãos à obra.

Vazio de posses, o poço começou a tornar-se profundo, enquanto os outros se apoderavam das coisas das quais ele se tinha despojado…

Um dia, algo surpreendeu o poço que crescia para dentro. Dentro, muito no interior e muito no fundo… encontrou água!

Nunca antes nenhum outro poço tinha encontrado água.

O poço venceu a sua surpresa e começou a brincar com a água do fundo, humedecendo as suas paredes, salpicando o seu parapeito e, por último, atirando a água para fora.

A cidade nunca tinha sido regada a não ser pela chuva, que na verdade era bastante escassa. Por isso, a terra que estava à volta do poço, revitalizada pela água, começou a despertar.

As sementes das suas entranhas brotaram em forma de erva, de trevos, de flores e de hastezinhas delicadas que depois se transformaram em árvores…

A vida explodiu em cores à volta do poço afastado, ao qual começaram a chamar «o Vergel».

Todos lhe perguntavam como tinha conseguido aquele milagre.

— Não é nenhum milagre — respondeu o Vergel. — Deve procurar-se no interior, até ao fundo.

Muitos quiseram seguir o exemplo do Vergel, mas aborreceram-se da ideia quando se deram conta de que para serem mais profundos, se tinham de esvaziar. Continuaram a encher-se cada vez mais de coisas…

No outro extremo da cidade, outro poço decidiu correr também o risco de se esvaziar…

E também começou a escavar…

E também chegou à água…

E também salpicou até ao exterior criando um segundo oásis verde no povoado…

— Que vais fazer quando a água acabar? — perguntavam-lhe.

— Não sei o que se passará — respondia ele. — Mas, por agora, quanto mais água tiro, mais água há.

Passaram-se uns meses antes da grande descoberta.

Um dia, quase por acaso, os dois poços deram-se conta de que a água que tinham encontrado no fundo de si próprios era a mesma…

Que o mesmo rio subterrâneo que passava por um inundava a profundidade do outro.

Deram-se conta de que se abria para eles uma vida nova.

Não somente podiam comunicar um com o outro de parapeito em parapeito, superficialmente, como todos os outros, mas a busca também os tinha feito descobrir um novo e secreto ponto de contacto.

Tinham descoberto a comunicação profunda que somente conseguem aqueles que têm a coragem de se esvaziar de conteúdos e procurar no fundo do seu ser o que têm para dar…


Jorge Bucay
Contos para pensar
Cascais, Editora Pergaminho, 2004

Endereço: http://contadoresdestorias.wordpress.com/textos-de-reflexao/




Video: http://makingabridge.com/

Rodapé: More words? No, not at all. Just feel

Intervalo

3:08 da manhã. O dia 1 já lá vai. Ficou para trás nas marcas do tempo. Mais uma página arrancada ao calendário. Um dia igual a tantos outros? Um dia diferente! Não existem dias iguais, existe sempre algo que os diferencia e os torna diferentes. Tantas vezes uma palavra, um sorriso, um olhar, mas mais importante, um sentir. Um sentir de alegria no coração ao observar os meus anjos e a cumplicidade que os une. Passear descalça e sentir o friozinho da relva nos pés.Rebolar na relva e explodir em gargalhadas com a sessão de cócegas com que fui brindada. :-) Depois descansar, respirar fundo e olhar para o céu. Azul, tão azul. Imaginar que as nuvens são o que se quiser. Sentir o calor do sol a percorrer todo o meu corpo e a transformar-se em energia. Estes momentos são... perfeitos ! Yeap, perfect moments.


Foto: from my eyes (01.05.2010)

Aqui relaxei

Rodapé: you see, so simple

1 de maio de 2010

Dias...


Os últimos tempos não têm sido fáceis.... mesmo nada. Tenho andado fora de mim. A cabeça a mil. O coração apertado. Uma sensação de vazio. Oco. Um continuar de acontecimentos que não controlo, que não param de acontecer. A sensação de ausência em conjunto com não saber que rumo seguir, que decisão tomar está a deixar-me literalmente à beira de um ataque de nervos (oh pra mim a plagiar Almodover).

Acabei de me lembrar que hoje é feriado! 1º Maio. Dia do Trabalhador. Nunca valorizei dias para isto ou para aquilo. No entanto, 3 feriados comemorados em Portugal sempre foram importantes para mim. 25 de Abril, 1º de Maio e 10 de Junho. Os outros meramente assinalados no calendário, mas sem importância especial para mim. Este ano, o 25 de Abril passou-me ao lado, literalmente. O 1º de Maio quase no mesmo caminho. Quanto ao dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas não sei ainda... a ver.
A Feira do Livro já aí está e eu nem dei por isso....
Prova real de que a realidade do que tem vindo a ser importante, não o é neste momento. Preciso mesmo de me desconcentrar e de me concentrar. De perspectivar. De me organizar interiormente. Estou cansada, tão cansada. Não quero sobreviver. Não posso. Quero viver.
Não posso continuar como uma àrvore envolta em nevoeiro. Sem vislumbrar caminhos.
A bem da minha sanidade mental.
Trovante - Fizerem os Dias Assim

Rodapé 1: A um passo da loucura
Rodapé 2: Os meus dias não podem ser gastos assim!

27 de abril de 2010

Abaixo o entorpecimento :-)

Eis que estou de volta

Sinto que sou....

Sou uma àrvore com capacidade para renascer.

A folha caída está a erguer-se.



Rodapé: Não posso permitir que este desvio altere o meu caminho!
Psiu: (foto retirada da net) Pois... I know.... não é uma árvore... é bambu... but I love it!
Late once again.... 00:08