16 de novembro de 2010

Que se vê por aí....


Hoje, ao percorrer algumas ruas de Lisboa deparei-me com isto....
(não resisti e câmara do phone em acção)






Rodapé: Legenda? Podia legendar... mas não era a mesma coisa!


15 de novembro de 2010

De visita ao Projecto Maitreya - Altar do Coração


Existem experiências difíceis de colocar em palavras.
São sentidas.
Profundamente sentidas.
São vividas.
Profundamente vividas.

No passado dia 11 fui visitar a exposição "Projecto Maitreya" Relíquias Sagradas de Buda e de Outros Monges Budistas.

Sentia-me expectante.
Conhecia o projecto, já tinha na minha posse a revista que acompanha a exposição, trazida da União Budista. O Prof. Paulo Borges já havia falado da presença das Relíquias no nosso país. Sabia, em termos de imagem e descritivos o conteúdo da exposição. Não sabia de todo, como me iria sentir. Sabia que me sentia feliz à medida que me aproximava do Palacete da Estefânia (lugar cedido pela Esmtc para receber as Reliquias e o Altar do Coração)

Confesso (e logo eu que não sou dada a confissões, pelo menos públicas) que não estava preparada para os sentires experimentados.

Antes de mais, deixem-me dizer que estar na presença das Relíquias é exactamente isso, uma experiência. Uma experiência de sentidos e dos sentidos. De Amor incondicional.
À medida que subia as escadas em direcção à sala das colunas ia-me sentindo mais leve e feliz.
Recordo que parei na entrada, fechei os olhos e recitei, em silêncio "Oh Mani Padme Om". Depois foi um aumento de felicidade.
Preparar-me calma e lentamente para a cerimónia do ritual "Oferenda de Banho ao Buda"... três vezes com o recitar do mantra budista "Om Mohi Mohi Maha Mohi Soha, Om Muni Muni Mara Soha (não vou explicar agora o significado deste mantra) e creio que sorria. Sim sorria, conscientemente, de alegria e compaixão.


Foto tirada com o meu phone - à frente o Buda e a Cerimónia do Banho

Depois (e no sentido dos ponteiros do relógio) percorrer com os olhos as relíquias, folhear os exemplares do "Sutra da Luz Dourada". Não sei como explicar, mas é como se as relíquias tivessem vida. Vida que cintila e me encheu de luz, amor, felicidade. Todos os pensamentos menos bons desapareceram, dissiparam-se e naquele momento só sentires de amor e desejo de felicidade para todos os seres vivos, independentemente da sua forma, cor ou lugar neste universo.
Algum tempo depois, aproximou-se uma monja budista com a Stupa nas mãos. Convidou-nos a receber a benção pessoal das relíquias de Buda. (a Stupa é um "objecto" que contém relíquias de monjes budistas) Enquanto recita mantras, a monja colocou a Stupa na minha cabeça. Uma benção. Aqui sim, vacilei. Não consigo descrever de forma adequada em palavras, sei que senti um calor a emanar de mim. Uma alegria e felicidade tais e senti lágrimas nos olhos e a descerem pelo meu rosto. Foi um momento único. Quero guardar este momento na memória do coração.
Depois e em outra sala contígua, a oportunidade de traçar em tinta dourada a escrita do Sanghata Sutra. Emocionada sentei-me. Olhei para o meu lado direito onde estavam já cerca de 20 páginas escritas a dourado. Peguei na caneta e escrevi. Ao meu lado a Jo escrevia também. Ambas nos sentiamos felizes e de certo modo previligiadas por estar naquele local e usufruir de tanta alegria e amor.


Foto tirada com o meu phone - onde escrevi a tinta dourada o Sanghata Sutra

No dia seguinte voltei. Não sei (nem me preocupa a razão de ter voltado) Sabia que deveria estar na presença das Relíquias. Os mesmos sentires. Mais conscientes. Desta vez meditei na sala preparada para o efeito, cerca de 40 ou 50 minutos, (o tempo não é importante). Voltei a escrever mais duas páginas no Sanghata Sutra. Quando estava a escrever a monja aproximou-se e disse-me baixinho, com um ar doce e sereno "estiveste cá ontem" (em inglês, não fala português). Eu devolvi o sorriso e confirmei. Li o que havia escrito, pausadamente, e saborei cada palavra, cada som. Levantei-me, ajoelhei-me à frente da monja e recebi de novo a benção, vestida de sorrisos e calor humano.
Domingo, 14, dia de encerramento da presença das Relíquias de Buda em Lisboa, voltei, menos tempo, mas o suficiente para me sentir feliz e grata.

Grata é a palavra que me ocorre a todos os que persistiram em trazer até nós o lado vísivel deste projecto mundial que tem o nome de Maitreya.

Muito GRATA.

Deixo-vos com a Meditação Maitreya pela Paz

"Possam as mentes de todos os seres, em todos os lugares,
libertar-se de todos os pensamentos de intolerância, raiva, ódio
e do desejo de prejudicar os outros; e em vez disso,
possam as suas mentes encher-se de pensamentos de tolerância,
respeito, bondade amorosa e desejo de beneficiar os outros."

Rodapé 1: Muito grata a ti, Jo por me teres acompanhado na primeira visita. pela partilha de Amor.
Rodapé 2: A Exposição vai para o Porto e de seguida para o Funchal.
Rodapé 3: Todos os dias.
Rodapé 4: Se quiserem saber mais acerca do Projecto Maitreya visitem: www.maitreyaproject.org

10 de novembro de 2010

Mudança...


As mudanças que queremos ver no Mundo, começam em Nós


Aqui estou eu a parafrasear Mahatma Gandhi.
E com esta frase me vou, com uma certeza...

So TRUE.


Rodapé: :-))))

7 de novembro de 2010

Experiência única



Existem momentos que são únicos.
Sentimos a alma cheia, o coração repleto de Luz... de Paz.
Tantas vezes esses sentires são difíceis de colocar em palavras, de definir com cores e cheiros. Se parar sei que os odores e as cores estão presentes. Sei-o em mim. Impermanentes como tudo o que me rodeia

No passado dia 1, primeiro dia deste mês, teve início uma série de acontecimentos, sem dúvida importantes e marcantes para tantas e tantas pessoas, principalmente para aquelas para quem o budismo faz sentido.

A Quinta da Regaleira, lugar fascinante, cheio de história (e de histórias) um local místico, também por essa razão o dia foi especial. A presença de Monges Tibetanas, as orações, os mantras, as danças Tibetanas.... mas o mais importante foi mesmo a PAZ sentida e partilhada por todos os presentes.

Poderia ficar aqui a tentar encontrar as palavras, mas não me apetece.. existem momentos para serem vividos e sentidos em plenitude de LUZ e PAZ.

Grata pela experiência

Rodapé: Alma Cheia! E já agora visitem !!!!
Rodapé 3: O Projecto Maitreya - Altar do Coração - Exposição das Relíquias de Buda e de outros Mestres Budistas está em Portugal (Lisboa, Porto e Funchal) em Lisboa de 7 a 14 de Novembro, das 10h00 às 19h00 (entrada livre na ESMTC na Av D.Estefânia)
Rodapé 4: O Retiro de Meditação e o Nivel II de Introdução à Meditação Budista que frequentei com Luz e Gratidão.

27 de outubro de 2010

Restaurador Olex

Epá, lembrei-me deste magnífico "pigmento colorante"... o que eu me ria....

(...)
Um preto de carapinha loira, não é natural
(...)



Obrigado Nuno Markl e á sua Caderneta de Cromos !

Rodapé: Magnifique !

Citroen Dyane

A Caderneta de Cromos do Nuno Markl tem este efeito em mim. Dá-me para relembrar outros tempos. E quando penso em publicidade... as memórias mais antigas levam-me a viajar até ao Citroen Dyane


(...)
Lá vem a D. Maria a mais o seu belo carrinho
Leva os meninos á escola, faz as compras de caminho!!!!
(...)

Lindo, não?
Adorava as cores, os "bonecos"...
Psiu, ainda adoro

Rodapé: Impressionante recordo todo o texto :-)

25 de outubro de 2010

Retiro de Meditação na Cidade


"Vamos fazer um curto-circuito à crise e à depressão concentrando muitas mentes no bem de todos os seres e na Paz no mundo. Que a nossa energia seja o bater de asas de uma borboleta que provoque um tsunami de felicidade no mundo!"


Com esta frase o Prof. Paulo Borges da UBP apresentava o Retiro de Meditação na Cidade que decorreu ontem na ESMTC e no qual tive a felicidade de participar.
Em paralelo estou a frequentar o Curso de Meditação Budista, nível II.

Meditar é uma prática que deve ser constante. Iniciei-me já há algum tempo nesta prática. Sei no entanto que um longo caminho tenho ainda a percorrer. Proponho-me fazê-lo sem expectativas, sem falsas experiências, ao meu próprio ritmo.
Posso dizer que é bom. Muito Bom.
Interessa-me ver a realidade tal como é, conseguir ver as coisas tais como são, sem adjectivos, sem juízos de valor. Perceber e aceitar que as experiências que vivi, vivo e viverei, me vão permitir evoluir do ponto de vista espiritual. As experiências agradáveis e as experiências desagradáveis, ambas têm a mesma importância para o despertar, para a aceitação e para a evolução espiritual.

Gostei particularmente da meditação em andamento :-).
Costumo praticar a meditação em andamento com o mantra da compaixão "Om Mani Padme Hum". Tantas vezes, mas principalmente quando caminho com total consciência do meu andar, enquanto me dirijo para a Gulbenkian. Faz-me bem. Faz-me sentir bem. Viva. Consciente de mim.


Rodapé 1: Sim. A compaixão está em mim. A iluminação é um todo.